A carga tóxica do poder paralelo

Após quase um ano de apuração, o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil daquele Estado prenderam, nesta semana, dois acusados pela morte da vereadora da Capital fluminense Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes. A prisão dos executores, no entanto, parece não ter trazido a conclusão definitiva do caso: “quem mandou matar? ”

Campeões do mundo

Cumprindo suas promessas de favorecer os grandes empresários nacionais e estrangeiros, de não impor fronteiras nem limites para o agronegócio e suas absurdas exigências, o governo de Jair Bolsonaro acaba de liberar mais 29 agrotóxicos, muitos dos quais proibidos nos EUA e na Europa.

Nota da CONTRATUH sobre a operação Fantoche

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), entidade que representa mais de quatro milhões de trabalhadores e trabalhadoras do Turismo e da Hospitalidade no Brasil, tomou conhecimento, assim como toda a população, da operação denominada “Fantoche”, deflagrada terça-feira 19.

Genocídio silencioso

A situação é tão grave que o governo de Iván Duque convocou a Comissão Nacional de Garantias, criada durante os diálogos de paz em Havana, para se reunir em 30 de janeiro e coordenar “com a sociedade civil e plataformas de direitos humanos iniciativas para proteger a vida e a integridade dos líderes sociais em todo o território nacional”, de acordo com o escritório do Alto Comissário para a Paz da Colômbia.

Um governo de militares, gendarmes da desigualdade

Cem militares ocupam os escalões mais altos do governo de Jair Bolsonaro, incluídas a presidência e vice-presidência, além de cargos em ministérios chave e em empresas estatais, permitindo-lhes ter um controle estratégico do país. Número bem superior ao dos militares que ocuparam cargos altos durante a ditadura militar, de 1964 a 1985.

A permanente impunidade

Após esperarem em vão por mais de dois anos para que o Uruguai investigasse a fundo as ameaças de morte feitas por um comando paramilitar de extrema-direita, a maior parte dos ameaçados denunciou o Estado uruguaio para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).