A solidariedade destrói o neoliberalismo

Ninguém no movimento sindical mundial quer voltar à velha normalidade. O que será preciso para mudar o eixo do debate? Será a forma em que nos organizamos ou as reivindicações que fazemos? Precisamos novamente imaginar o trabalho, ou a economia ou a democracia? Ou, quem sabe, os três?

1º de Maio é nosso dia, mesmo que seja em época de isolamento

As palavras projetadas em uma parede de um edifício durante os protestos em massa do ano passado no Chile agora ressoam em todo o mundo: “Não voltaremos à normalidade, porque a normalidade era o problema”. A gigantesca crise econômica que acompanha a disseminação do COVID-19 mostra essa normalidade com toda a sua crueldade.

Quem foi que pediu?

Estas reformas como as que vêm sendo impostas na Espanha e no Brasil, bem como as propostas no Peru e na Argentina – para citar alguns casos – são um fenômeno mundial, sendo que todas elas têm um denominador comum: reduzir o custo do trabalho, precarizar as condições de trabalho e privilegiar o capital sobre tudo e todos.