O distanciamento dos oprimido

Na última quarta-feira, 1º de julho, foi realizada uma teleconferência do Setor de Carnes da UITA. Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação e Afins (CNTA Afins), foi um dos 40 dirigentes que participaram. Em seu discurso, Artur destaca o papel da Regional e a articulação com a Contac na luta por melhorar as condições de trabalho e saúde no setor que se tornou uma das principais fontes de contágio por Covid-19. A seguir, transcrevemos o essencial de sua participação.

O MPT reconhece publicamente o trabalho da UITA

Em carta dirigida à secretária geral da UITA, Sue Longley e ao secretário regional para a América Latina, Gerardo Iglesias, o Ministério Público do Trabalho (MPT), encabeçado pelo procurador-geral Alberto Bastos Balazeiro, em conjunto com a Coordenadoria Nacional do Meio Ambiente do Trabalho (CODEMAT) e o Projeto Nacional de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos, reconhece e parabeniza a nossa Internacional, pela oportuna campanha promovida para evitar a restrição das pausas térmicas na indústria frigorífica.

“Avançar com consciência de classe”

Embora o setor agroalimentar seja considerado essencial, milhões de trabalhadores e trabalhadoras arriscam sua saúde e até mesmo suas vidas, todos os dias. Muitos trabalham sem equipamentos de proteção, sem a aplicação de protocolos de biossegurança. Portanto, cada vez mais, encontram-se desprovidos de uma legislação trabalhista que os ampare. Estão nus em seus direitos, sem nada que os proteja, como cebolas descascadas prontas para serem cozidas. Portanto, algumas organizações já entenderam que é hora de tecer parcerias, articular capacidades e coordenar ações, para não terminarem fritadas no óleo rançoso do neoliberalismo.