Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), o pior que pode acontecer para a esquerda é aplicar as políticas da direita, fator decisivo para gerar o contexto que levou Jair Bolsonaro ao poder.


Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Turismo e Hospitalidade (CONTRATUH), o pior que pode acontecer para a esquerda é aplicar as políticas da direita, fator decisivo para gerar o contexto que levou Jair Bolsonaro ao poder.

Antes de este novo governo ser eleito, a situação das mulheres no Brasil já era difícil. Depois de Jair Bolsonaro assumir, é provável que fique ainda pior. Rosecleia Castro, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de Campinas (SITAC) e vice-presidenta do Comitê Executivo Latino-Americano (CEL) da UITA, acredita que as brasileiras devem maximizar sua organização autônoma para enfrentar tempos difíceis.

O movimento LGBTI do Brasil se prepara para lutar em um contexto desfavorável, comentou a sindicalista e ativista Gisele Adão, integrante do Comitê Executivo Latino-Americano da UITA, que no dia 7 de dezembro se reuniu em Buenos Aires.

O ativista, presidente do Movimento Justiça e Direitos Humanos de Porto Alegre (MJDH) e assessor da Rel-UITA, analisa nesta entrevista a situação de retrocesso e de perda dos direitos mais básicos não só na América Latina como também no mundo inteiro.

O avanço mundial da direita e das empresas transnacionais obriga os sindicatos a refletirem sobre novos desafios, entre eles o de coordenar ações para enfrentar um adversário que sabe perfeitamente atuar em conjunto, disse para A Rel o vice-presidente da CONTAG brasileira, Alberto Broch, durante a reunião do Comitê Executivo da UITA*.

O presidente da Federação dos Trabalhadores, Trabalhadoras, Assalariados e Assalariadas Rurais de Pernambuco (FETAEPE), Gilvan Antunis conversou com A Rel sobre a medida sindical tomada em assembleia, no dia 29 de novembro, tornando-se efetiva em 3 de dezembro.

Na segunda-feira passada, 3 de dezembro, trabalhadores canavieiros de Pernambuco começaram uma greve por tempo indeterminado, em resposta à intransigência dos grêmios patronais por quererem vincular a assinatura da convenção coletiva estadual à eliminação do pagamento das horas in itinere.

Sindicatos do setor da cana de açúcar iniciaram ontem, dia 3 de dezembro, uma greve por tempo indeterminado, diante do estancamento das negociações com a patronal.

Dia 29 de novembro, houve uma nova reunião de mediação no Ministério do Trabalho entre o Sindicato dos Trabalhadores da Fábrica Nestlé San Cristóbal (Sintranestlésc) e a transnacional na que ambas as partes limaram suas diferenças.

Terça-feira passada, dia 20, as negociações entre a transnacional suíça e o Sindicato dos Trabalhadores da Nestlé Fábrica San Cristóbal (Sintranestlésc) foram retomadas. Juan Sierra, secretário geral do sindicato informou sobre os pequenos avanços.