Daniel Gatti

Daniel Gatti (Uruguay) - dgatti@real-uita.org

O seio militar começa a se romper

Participaram da Marcha do Silêncio, de sexta-feira 20, por «Verdade e Justiça», marcando uma grande novidade «institucional» desta manifestação anual que finalmente volta a percorrer o centro de Montevidéu, pós-pandemia. São duas filhas de um militar da ditadura. Ambas promovem a formação da filial uruguaia de «Histórias Desobedientes», um grupo de familiares de militares genocidas gerando uma ruptura com essa herança.

Venenos para a importação

Um relatório da Friends of the Earth Europe (FoEE) afirma que no Brasil a cada dois dias uma pessoa morre por contaminação por agrotóxicos e que as transnacionais agroquímicas europeias, líderes mundiais do setor, gastam milhões de euros para apoiar o lobby do agronegócio no Brasil.

Nem paz nem pão

Como todas as guerras, a entre a Ucrânia e a Rússia afeta em primeiríssimo lugar as populações mais vulneráveis. Neste caso, está gerando também uma inflação de preços de algumas matérias primas como os cereais, podendo aumentar perigosamente a fome em numerosos países do Terceiro Mundo.

“A nova forma de guerra química”

Há vários anos, os indígenas que vivem na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul profundo, denunciam que suas aldeias são constantemente pulverizadas com agrotóxicos por agricultores vizinhos. «É uma forma de guerra química», disse um promotor que investiga esses ataques.

A fossa

A pandemia, como se sabia, acentuou as desigualdades entre países e entre indivíduos. Um novo e detalhado relatório da associação Oxfam mostra o tamanho dessa enorme fossa.

Vale tudo

Mãe, pai e filha: foram mortos a tiros na primeira semana de 2022, às margens do Xingu, um dos maiores afluentes do Amazonas. “Zé do Lago”, o pai, e sua esposa Márcia se definiam como “cuidadores do meio ambiente”. Há algum tempo, o Brasil está entre os quatro países mais perigosos para a vida dos ambientalistas.