O contexto da pandemia de Covid-19 poderia forçar mudanças na forma em que a indústria frigorífica alemã trabalha. Uma dessas mudanças seria a proibição de empresas terceirizadas, baseadas principalmente na mão-de-obra imigrante, quase escravizada.


O contexto da pandemia de Covid-19 poderia forçar mudanças na forma em que a indústria frigorífica alemã trabalha. Uma dessas mudanças seria a proibição de empresas terceirizadas, baseadas principalmente na mão-de-obra imigrante, quase escravizada.

Em entrevista à Rádio Liberal Guaporé, José Modelski Júnior presidente da nossa organização filiada o Sindicato de Trabalhadores da Alimentação de Serafina Corrêa fala sobre a realidade que enfrentam trabalhadores e trabalhadoras do setor frigorífico com relação a Covid-19.

“Em março, quando começamos a dialogar com empresas do setor, a JBS, uma das maiores exportadoras de proteína animal do mundo, já se recusava a conversar com os sindicatos e com o próprio Ministério Público do Trabalho”, disse à Rel Geni Dalla Rosa, secretária de educação da Contac e integrante do Comitê Executivo Latino-Americano da UITA.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Criciúma e Região (SINTIACR), que representa os trabalhadores da JBS, conversou com la Rel sobre as reivindicações que foram feitas diante de algumas medidas que a empresa tomou em detrimento da saúde de seus trabalhadores.

Após o ato de ontem e uma forte mobilização através de apoios das mídias sociais locais, estadual, nacional e até internacional, e com forte apoio da UITA, a JBS Unidade Nova Veneza, recuou e voltou a fornecer o EPI (Avental Plástico) aos trabalhadores e trabalhadoras.

Ato enfrente a Unidade da JBS de Nova Veneza em Santa Catarina. Trabalhadores e trabalhadoras protestam contra a retirada de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e das Máscaras PFF2 uso obrigatório de 5 dias.

Confederação de trabalhadores da indústria da alimentação estima pelo menos 200 mil afetados; MPT tem 213 investigações abertas por surtos entre funcionários de frigoríficos em 22 estados; para infectologista, muitos se preocupam mais em não contaminar a carne.

A situação dos trabalhadores e das trabalhadoras do setor frigorífico no Brasil é mais do que preocupante, e isso foi afirmado por Artur Bueno Junior, vice-presidente da CNTA, na teleconferência da Divisão de Carnes da UITA realizada em 1º de julho. Em seguida, transcrevemos o cerne do seu discurso.

Na última quarta-feira, 1º de julho, foi realizada uma teleconferência do Setor de Carnes da UITA. Artur Bueno de Camargo, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação e Afins (CNTA Afins), foi um dos 40 dirigentes que participaram. Em seu discurso, Artur destaca o papel da Regional e a articulação com a Contac na luta por melhorar as condições de trabalho e saúde no setor que se tornou uma das principais fontes de contágio por Covid-19. A seguir, transcrevemos o essencial de sua participação.

Foto: Gerardo Iglesias | Rel UITA No seguinte Podcast, Gisele Adão, trabalhadora da unidade da JBS em Nova Veneza (SC) …