A empresa brasileira JBS, gigante transnacional do setor das carnes, está no centro de vários escândalos nos Estados Unidos, conseguindo driblar um deles, por enquanto.


A empresa brasileira JBS, gigante transnacional do setor das carnes, está no centro de vários escândalos nos Estados Unidos, conseguindo driblar um deles, por enquanto.

A empresa Minerva Foods é uma empresa frigorífica de origem brasileira que opera no país desde o início dos anos 90.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins (CNTA), juntamente com federações e sindicatos de trabalhadores da alimentação, assim como os trabalhadores em frigoríficos, e, por certo, todos os trabalhadores, de maneira geral, celebram a marca de um ano da liminar que impediu o processo de revisão da Norma Regulamentadora número 36, a NR 36.

A Minerfa Foods busca adquirir o seu quarto frigorífico no Uruguai. Formalizando-se a compra, a empresa brasileira passará a controlar mais de 26 por cento das exportações de carne bovina. Se somarmos as outras quatro fábricas, em mãos da sua conterrânea Marfrig Group, ambos os grupos terão 56 por cento das exportações de carne bovina e mais da metade do abate anual nacional sob seu controle.

No final de novembro, soube-se que estão bastante avançadas as negociações entre a brasileira Minerva Foods e a japonesa NH Foods para a aquisição do frigorífico Breeders & Packers Uruguay (BPU), localizado no departamento de Durazno. A operação preocupa os sindicatos do setor aglutinados na Federação de Operários da Indústria da Carne e Afins (FOICA).

Uma ampla reunião de discussão sobre as condições de trabalho no setor de frigoríficos no Brasil aconteceu no último dia 13, na sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 12ª Reunião, em Florianópolis, SC.

Na sexta-feira passada, 11 de novembro, a Secretaria Regional Latino-americana da UITA entregou ao presidente do Uruguai Luis Lacalle Pou uma carta aberta assinada pela Federação Europeia dos Sindicatos da Alimentação, Agricultura e Turismo (EFFAT).

Procurador do Ministério Público do Trabalho até 2019, Ricardo Garcia possui vasta experiência no setor frigorífico brasileiro. Foi um firme defensor da Norma Regulamentadora 36 (NR-36), cuja aplicação melhorou consideravelmente as condições de trabalho na indústria das carnes, mas que o governo de Jair Bolsonaro pretende flexibilizar. Nesta entrevista, Ricardo Garcia, em sua residência em Portugal, nos mostra o que implicaria uma possível continuação do ex-militar de extrema-direita no poder.

Finalmente chegou ao fim o impasse na empresa Triparia Costa & Franco, de Cosmópolis-SP.

Em Escravidão, Laurentino Gomes afirma que nenhum outro assunto foi tão definidor na construção da identidade brasileira quanto a escravidão, sinônimo de trabalho árduo, violências, humilhações, exploração e discriminação.