No Brasil se registra um feminicídio a cada sete horas


No Brasil se registra um feminicídio a cada sete horas

A demissão do ex-secretário da Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, provocou manifesto quase consensual da sociedade contra a apologia nazista. O próprio ministro da justiça, Sergio Moro, definiu a manifestação de Alvim como “bizarra”, durante o programa Roda Viva desta segunda-feira (20). Caso encerrado? Não, a questão é mais profunda.

O ano de 2019 terminou com a sensação de vitalidade do movimento sindical. Foram vitórias pontuais, mas vitórias concretas, no contexto de uma dura batalha contra o conluio Governo-Patronal. Momentos onde o trabalhador parece ter acordado para a dura realidade que nos cerca. Momentos que reforçaram a ideia de sobrevivência da representação classista.

O Governo Federal, mais uma vez, vende gato por lebre, tenta enganar a população com mais uma medida provisória que seria a salvação para os jovens desempregados: o programa Verde e Amarelo.

Passados 131 anos da abolição da escravidão negra, o saldo de avanços da sociedade brasileira não permite grande comemoração nos tempos atuais. Nosso país ainda é injusto com os negros, e está longe de ter pago a dívida histórica, contraída durante os 388 anos de trabalho escravo.

Em votação histórica, o Senado aprovou, nesta semana, a Reforma da Previdência. Atendendo aos apelos do governo, sob argumento único de economia de gastos, foi sacramentado um processo brutal de desidratação de direitos, que vai nortear a vida das próximas gerações brasileiras.

A retórica de uma campanha eleitoral traz sempre o objetivo de propor temas junto ao eleitorado cativo, mas também o de atacar os adversários com palavras que às vezes saem do controle.

O Brasil saiu às ruas quarta-feira (15), para protestar contra os cortes de verba na área de Educação, promovidos pelo governo Jair Bolsonaro.

Desconheço outro Primeiro de Maio mais angustiante na História, para a classe trabalhadora brasileira. Estamos ainda pior, que antes da Carta Trabalhista implantada por Getúlio Vargas. Antes dela, não tínhamos lei que garantisse sombra de tratamento digno por parte do empregador. Ao perdê-la, pudemos perceber o que é voltar para o inferno.

“Queremos uma História que não conceda a glória aos torturadores, e confunda repressão com disciplina”.