Carta da FETIASP à Nestlé
Melquiades de Araújo, presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP), enviou um documento às autoridades da Nestlé, a nível nacional e em Vevey, sobre a situação que trabalhadores e trabalhadoras enfrentam na unidade de Marília (SP).
Gerardo Iglesias
16 | 4 | 2026

“O presidente do Sindicato de Marília, Wilson Vidotto Manzon, que também exerce a função de secretário-geral desta Federação, tem nos informado que os trabalhadores da referida unidade vêm sofrendo diversos tipos de assédio, notadamente de natureza moral e sexual.
Tais práticas têm gerado impactos significativos no ambiente sindical, com pressões para que os trabalhadores renunciem à condição de associados ao sindicato.
Segundo relatos da direção sindical local, inclusive trabalhadores com mais de 20 anos de empresa têm sido alvo dessas práticas, sendo que aqueles que não optam pela desfiliação sindical estariam sofrendo ameaças de desligamento por parte da gerência da unidade de Marília”, destaca Araújo.
“Informamos também —continua o dirigente— que foi realizada uma assembleia com os trabalhadores da unidade de Marília, ocasião em que se pôde constatar um ambiente de grande apreensão e descontentamento entre os trabalhadores no momento da votação”.
O presidente da Federação lembra e salienta que o “relacionamento entre as entidades sindicais e o Grupo Nestlé se mantém há várias décadas, desde o período em que sua sede se localizava na Rua da Consolação, estendendo-se até os dias atuais, sempre pautado pelo diálogo institucional, mesmo diante de diferentes gestões empresariais e sindicais. Tal histórico é reforçado pela participação contínua em reuniões realizadas na sede central da Nestlé, na cidade de Vevey”.
Na Rel UITA, espera-se uma solução rápida, que prevaleça o diálogo e que essas práticas antissindicais sejam definitivamente abolidas pela empresa transnacional.

