Nestlé Marília
Com o apoio da Federação da Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), o Sindicato de Trabalhadores da Alimentação e Marília (STIAM) realizou um ato no dia 31 de março em resposta a diversas condutas adotadas pelo gerente da unidade.
Gerardo Iglesias
6 | 4 | 2026

Artur Bueno Júnior, vice-presidente da CNTA disse, em conversa com À Rel que as manifestações ocorreram em virtude de práticas que vêm sendo denunciadas pelos trabalhadores e trabalhadoras, envolvendo pressão excessiva, coação e situações caracterizadas como assédio no ambiente de trabalho.
Entre os fatos relatados, destaca-se a instalação de câmeras para monitoramento de funcionários, inclusive com fiscalização direcionada ao acesso ao ambulatório médico da empresa.
“Além disso, há denúncias de cobrança abusiva por cumprimento de tarefas e metas, bem como de tratamento desrespeitoso por parte da gestão em relação aos trabalhadores e trabalhadoras da unidade”, frisou Júnior.
Outro ponto grave diz respeito às práticas antissindicais. Diante das denúncias feitas pelo sindicato, o gerente passou a incentivar e pressionar trabalhadores a se desfiliar da entidade.
“Há relatos de empregados com mais de 20 anos de filiação que estão sendo coagidos a comparecer ao sindicato para solicitar sua saída do quadro associativo, configurando clara perseguição sindical e violação da liberdade de organização dos trabalhadores”, denuncia o vice-presidente da CNTA.
Cabe ressaltar que tais situações não são recentes. O sindicato já havia formalizado denúncia junto à gerência de Recursos Humanos da empresa, buscando a apuração dos fatos e a adoção de medidas cabíveis.
“O ato e a mobilização realizados na unidade de Marília tiveram como objetivo denunciar essas práticas, reafirmar a defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e demonstrar a unidade da categoria diante das violações relatadas, contando com expressiva participação dos funcionários”, conclui Júnior.

