Mulheres trabalhadoras em movimento
A campanha Trabalhadoras em Movimento, impulsionada pelo Comitê Latino-Americano de Mulheres da UITA (CLAMU) no marco do Mês da Mulher, foi avaliada como uma experiência “muito positiva” durante a reunião virtual realizada na última quarta-feira, 27.
Amalia Antúnez
4 | 6 | 2026

A iniciativa, que inicialmente estava prevista para março, se estendeu até maio devido à grande quantidade de material audiovisual enviado de diferentes países da América Latina.
Ao todo, a campanha reuniu 96 desafios elaborados por trabalhadoras de nove países, além de mais de 30 mensagens de solidariedade cruzada entre organizações filiadas à Rel UITA na região.
Por meio de vídeos, testemunhos e ações de intercâmbio, as participantes denunciaram e deram visibilidade a diversas problemáticas que afetam atualmente as mulheres trabalhadoras latino-americanas.
Violência, desigualdade salarial, precarização, assédio, sobrecarga das tarefas de cuidado e dificuldades para acessar espaços de decisão sindical e política foram alguns dos temas mais recorrentes nos materiais compartilhados durante a campanha.
A avaliação realizada pelas integrantes do CLAMU destacou especialmente o valor da iniciativa como espaço de encontro e intercâmbio regional.
Segundo apontaram as participantes, a campanha permitiu compartilhar experiências, reconhecer problemáticas comuns e fortalecer a construção coletiva de estratégias para enfrentar a persistente desigualdade de gênero no mundo do trabalho.
Além da visibilização pública, a dinâmica de solidariedade entre países foi um dos aspectos mais valorizados. As mensagens de apoio e reconhecimento mútuo ajudaram a consolidar redes de articulação entre trabalhadoras de diferentes setores e territórios, fortalecendo a perspectiva de ação conjunta diante de desafios que atravessam toda a região.
O Comitê também destacou que a ampla participação evidenciou a necessidade de seguir criando espaços permanentes para que as mulheres trabalhadoras possam se expressar, denunciar situações de violência e desigualdade, e construir respostas coletivas a partir do movimento sindical e social latino-americano.

