Luis Pereira dos Santos sobre as eleições
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Massas, Biscoitos, Carnes, Aves e Alimentação de Ponta Grossa e Região, Luis Pereira dos Santos, destacou a importância da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Amalia Antúnez
7 | 10 | 2026

Para o dirigente sindical, as propostas apresentadas pelo candidato Flávio Bolsonaro para o mundo do trabalho representam um retrocesso para os trabalhadores. Entre elas, citou uma maior flexibilização da jornada de trabalho e da prevalência da negociação entre trabalhadores e empregadores sobre a legislação trabalhista.
Diante desse cenário, Pereira dos Santos defende que a categoria se mobilize em torno de uma reivindicação histórica: a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.
Outro ponto de preocupação, são as propostas relacionadas à Previdência.
Para ele, mudanças nas regras de aposentadoria –propostas no programa de Bolsonaro– podem fazer com que trabalhadores e trabalhadoras permaneçam por mais tempo no mercado de trabalho, apesar das condições particularmente desgastantes enfrentadas por quem trabalha nas unidades de produção, por exemplo nos frigoríficos.
“Sabemos muito bem que, tal como estão as coisas hoje, os trabalhadores já vão morrer trabalhando dentro das fábricas, porque a maioria não vai conseguir chegar aos 65 anos para poder acessar o benefício da aposentadoria”, afirmou.
O dirigente também alertou sobre os impactos de uma perda de força dos sindicatos, federações, confederações, e demais organizações representativas dos trabalhadores caso vença a ultradireita representada por Bolsonaro.
Nesse cenário, acrescentou, “também ficam ameaçados os reajustes salariais e os direitos conquistados ao longo dos anos por meio da negociação coletiva, mais a ameaça de implodir a NR-36, que nós, do setor de alimentação, junto com a Rel UITA, conseguimos conquistar”, afirmou.

