Héctor Morcillo sobre as eleições brasileiras
O secretário-geral da Federação dos Trabalhadores das Indústrias da Alimentação (FTIA) da Argentina, Héctor Morcillo, expressou a preocupação dos trabalhadores e trabalhadoras de seu país diante das eleições no Brasil e destacou a importância de consolidar o processo democrático.
Gerardo Iglesias
7 | 10 | 2026

Morcillo considerou que a continuidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é fundamental para garantir esse processo e afirmou que “a garantia da consolidação democrática só pode ser oferecida pelo presidente Lula da Silva”.
“Há muita coisa em jogo” nas eleições brasileiras, afirmou. Segundo explicou, não se trata apenas da disputa entre candidatos, mas do confronto entre dois modelos políticos e econômicos.
Nesse sentido, destacou que está em disputa “a consolidação de um modelo de democracia que luta para combater a fome, que tem uma política inclusiva, que respeita os direitos humanos, que busca gerar oportunidades de igualdade, que respeita as diversidades, que promove a inclusão social e que defende a educação pública e a saúde pública diante da ofensiva da direita”.
“Além da figura de Lula, que obviamente é um militante respeitado, um homem que vem do movimento operário, o que está em jogo são dois modelos econômicos”, afirmou o também vice-presidente mundial da UITA.
Flávio Bolsonaro expressa “a clara ambição das ultradireitas na América Latina” de substituir um modelo baseado na democracia, na inclusão e na justiça social por outro de “acumulação selvagem”, resumiu.
O dirigente observou que o ultradireitista brasileiro pretende fazer em seu país algo semelhante ao que seu amigo Javier Milei está fazendo na Argentina, por meio de políticas que “atentam contra a igualdade e a justiça social”, favorecem os setores mais concentrados da economia e apostam nas atividades extrativistas em detrimento da indústria nacional.
Na perspectiva dos trabalhadores e trabalhadoras da alimentação, o dirigente manifestou especial preocupação com uma eventual vitória de Bolsonaro. “Significaria um colapso muito perigoso para toda a América Latina”, afirmou.
Morcillo considerou que esse cenário será funcional às políticas promovidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus aliados em toda a América Latina.

