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Movimento sindical comemora avanço da PEC que reduz jornada para 40 horas

“Uma vitória histórica da classe trabalhadora”

A aprovação da PEC que põe fim à escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial foi comemorada pelo movimento sindical como uma conquista histórica da classe trabalhadora.

Amalia Antúnez

29 | 5 | 2026

Para Artur Bueno Junior, vice-presidente da CNTA, a votação no Plenário da Câmara dos Deputados representa um avanço importante na luta por melhores condições de trabalho e qualidade de vida.

“Consideramos a aprovação da PEC no Plenário da Câmara dos Deputados ─que decreta o fim da exaustiva escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, mantendo a integralidade dos salários─ uma vitória histórica da classe trabalhadora”, afirmou.

O dirigente também ressaltou a mobilização de sindicatos, movimentos sociais e parlamentares comprometidos com a pauta trabalhista.

Reconhecemos o papel fundamental de todos os envolvidos nessa primeira grande etapa e seguiremos mobilizados para garantir que esse direito seja confirmado no Senado Federal”, declarou.

Preocupação ante Riscos de mudanças

Apesar da vitória na Câmara, Artur Bueno Junior alertou para os riscos de no texto durante a tramitação no Senado. Segundo ele, setores conservadores e empresariais tentam enfraquecer a proposta por meio de alterações ou da imposição de longos períodos de transição.

“Contudo, acompanhamos com muita as tentativas da extrema direita e de setores conservadores e empresariais de desfigurar a matéria ou impor longos períodos de transição que esvaziam o direito dos trabalhadores”, alertou Junior.

Ainda de acordo com o vice-presidente da CNTA, a tramitação da PEC exigirá forte pressão popular e vigilância permanente para evitar retrocessos.

“Sabemos que a tramitação no Senado Federal exige vigilância e mobilização constante para que a proposta não seja enfraquecida”, afirmou.

Dignidade e justiça social

Para o dirigente sindical, o debate vai além das relações de trabalho e envolve questões de saúde, dignidade e justiça social. “O fim da escala 6x1 não se trata apenas de uma questão trabalhista, se trata de justiça social e dignidade. O trabalho dignifica, mas a exaustão adoece”, concluiu.

Artur Bueno Junior defendeu ainda a consolidação da escala 5x2 e a redução da jornada semanal como parte de um novo modelo de organização do trabalho no país.

É hora de avançarmos para a escala 5x2 com a redução da jornada de trabalho de até 40 horas semanais”, disse.

Marcha da classe trabalhadora em Brasilia - Abril 2026 | Foto: CNTA