Em reunião no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (15) em Brasília-DF, o diretor da FETIASP (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Estado de São Paulo), Artur Bueno Júnior, participou da entrega da Pauta da Classe Trabalhadora 2026-2030 ao Presidente Lula.
CNTA
17 | 4 | 2026

Com ele no ato de entrega, estavam representantes de confederações, federações e sindicatos de trabalhadores de diversas categorias de todo o país, além de centrais sindicais. Artur Bueno Júnior também é vice-presidente da CNTA (Confederação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins) e presidente do STIAL (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Limeira e Região).
O mesmo documento foi encaminhado ao presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Entre os temas, a redução da jornada de trabalho com fim da escala 6×1 e sem redução de salários, o fim da pejotização e a regulamentação do trabalho em aplicativos. Além disso, o combate ao feminicídio, o fortalecimento da negociação coletiva e o direito de negociação para os servidores.
“Lula tem comprometimento com estas pautas, até pela sua história. Mas precisa do apoio do movimento sindical, para que o Congresso não prejudique o andamento das melhorias para a classe trabalhadora”, analisou o dirigente, após o ato.
A entrega ocorreu após a Marcha de Brasília, que saiu do Teatro Nacional, passando pela Esplanada dos Ministérios, até a Praça dos Três Poderes. A CONCLAT 2026 superou expectativas e reuniu cerca de 13 mil trabalhadores e dirigentes sindicais de todo o país e categorias.
“Agradeço a presença maciça dos sindicatos filiadas à FETIASP. O feito reafirma a entidade como uma das principais vozes do movimento sindical, representando a categoria dos trabalhadores na Alimentação do Estado de São Paulo”, afirmou o presidente da FETIASP, Melquíades Araújo.
O timing da marcha e a entrega da pauta ao Presidente Lula, agendada há meses pelas centrais sindicais, foi perfeito: nesta terça-feira (14), o Presidente Lula havia encaminhado ao Congresso a proposta do governo para a redução da jornada de trabalho.

