Com Alessandra Bércio, amenazada de muerte
Na sexta-feira, 25 de novembro, a secretária geral do Sindicato dos Trabalhadores em Refeições de Sorocaba e Região (Sindirefeições), organização filiada à CONTAC/CUT, recebeu via WhatsApp uma ameaça de morte. A Rel conversou com Alessandra para conhecer os detalhes desta grave situação.
Amalia Antúnez
02 | 12 | 2022
Não é uma novidade para o mundo que o Brasil vive há muitos anos um cenário social promovedor do ódio e incitador da violência, partindo também de vários órgãos do governo.
Entretanto, a vitória do Lula nas eleições, no segundo turno, em 20 de outubro, atiçou o aumento dessa mesma violência, o que pode ser visto no dia a dia dos brasileiros.
Neste contexto social, em 25 de novembro Alessandra Bércio recebeu uma mensagem proveniente de um número desconhecido que, em agressão também ao seu peso, dizia: “não se assuste se você morrer cheia de balas em sua cara gorda”.
“A mensagem chegou de noite e tanto eu como meus assessores jurídicos pensamos em duas possibilidades para a ameaça: ou devido ao meu trabalho sindical ou à minha recente militância a favor do presidente Lula”, disse Alessandra.
A dirigente realizou a denúncia no mesmo dia e espera que a polícia avance na investigação.
Ela está, aliás, bastante preocupara, principalmente por ser mãe de duas garotinhas pequenas.
“É quase impossível receber esse tipo de ameaças e não vincular o fato à minha situação sindical e à militância político-social que exerço, até porque minha vida pessoal e familiar é muito tranquila, com muita dedicação à minha família”.
Por conselho dos representantes jurídicos do sindicato, a dirigente solicitará uma custódia de proteção, além de denunciar publicamente o crime de ameaça de morte.
“Agradeço o apoio do sindicato e da Confederação, bem como à Rel UITA por difundir internacionalmente esta grave situação, perpetrada em uma conjuntura onde, no Brasil, atualmente, tudo gira em torno da violência”.