Tal pai, tal filho
Gerardo Iglesias
13 | 10 | 2026

Ninguém pode dizer que o presidente Javier Milei enganou o eleitorado argentino. Tudo o que prometeu, executou com folga. A motosserra não deixou pedra sobre pedra. Não importou se eram crianças, idosos, aposentados empobrecidos ou pessoas com deficiência: todos foram sacrificados no altar da redução dos gastos públicos.
Com a mesma sanha, a motosserra cravou os dentes na destruição em massa do aparato produtivo.
Uma verdadeira dinâmica de extermínio: um industricídio, como o define graficamente a Confederação Geral do Trabalho (CGT).
Desde o início do governo, em dezembro de 2023, até julho passado, 32.290 pequenas e médias empresas fecharam as portas.
No mesmo período, aumentou a entrada de produtos importados. Pela porta giratória do mercado de trabalho, mais de 437 mil pessoas com empregos formais acabaram na rua.
Na quinta-feira, dia 9, o movimento operário, mobilizado pela CGT, marchou sob a consigna: “As Malvinas são argentinas, a indústria nacional também”.
No Brasil, Flávio Bolsonaro afirmou, em plena campanha eleitoral, que as políticas de cortes de seu amigo Milei servirão de grande inspiração para a construção de sua política econômica de governo.
Isso demonstra sua profunda ignorância sobre a situação na Argentina ou revela que, assim como o presidente esquizofrênico, o filho do golpista preso também está pouco se lixando para o povo.

