Brasil | SINDICATOS | FRIGORÍFICOS

Não avança a negociação com a MBRF em Ponta Grossa

No último dia 30 de janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Massas, Biscoitos, Carnes, Avícolas e Alimentação de Ponta Grossa e Região, juntamente com a Federação dos Trabalhadores da Alimentação do Paraná, participou de uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho com o objetivo de destravar a negociação com a empresa MBRF.

Amalia Antúnez

3 | 2 | 2026

“Infelizmente, também nesta instância não conseguimos chegar a um acordo”, informou À Rel Luis Santos, presidente do sindicato.

As negociações salariais e de condições de trabalho começaram em outubro de 2025 e, após várias rodadas, a transnacional –resultado da fusão entre Marfrig e BRF– continua se recusando a melhorar sua proposta.

Os trabalhadores e trabalhadoras reivindicam um aumento salarial real e avanços em cláusulas sociais. A empresa, por sua vez, insiste em oferecer apenas um reajuste equivalente à inflação e um aumento irrisório do vale-alimentação, de apenas 30 reais (menos de seis dólares).

“Os representantes legais da MBRF nos dizem que não ossada para melhorar a proposta. Na prática, não contam com o respaldo da gerência geral: vão negociar, mas não podem decidir. Nós seguimos firmes porque o que pedimos são reivindicações dignas, apesar do assédio que sofremos diariamente”, afirmou Santos.

O dirigente sindical também denunciou que supervisores da empresa convocam individualmente os trabalhadores com o objetivo de pressioná-los a aceitar o acordo.

A MBRF não só demonstra falta de consideração com seus trabalhadores, aos quais oferece salários baixos, como também incorre em práticas de assédio executadas por chefias intermediárias”, afirmou.

Segundo informou o sindicato, no próximo dia 9 de fevereiro haverá uma nova rodada de negociação na Justiça do Trabalho.

Foto: Sindicato Ponta Grossa