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MJDH e ARI promovem painel Argentina: 50 anos de uma ditadura cruel

Encontro reunirá os argentinos Alfredo Culleton e Gustavo Veiga na Associação Riograndense de Imprensa, em Porto Alegre

MJDH

27 | 2 | 2026

Na segunda-feira, 2 de março, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), realizam o painel “Argentina: 50 anos de uma ditadura cruel”, com Alfredo Culleton e Gustavo Veiga. O encontro será às 19h, no salão nobre da ARI, em Porto Alegre, para marcar as cinco décadas do golpe militar na Argentina.

Em 24 de março de 1976 a Junta Militar, comandada pelo então Tenente-General do Exército, Jorge Rafael Videla, e com apoio do Almirante da Marinha, Emilio Eduardo Massera e do Brigadeiro-General da Força Aérea, Orlando Ramón Agosti, tomou o poder após prender a presidente María Estela Martínez de Perón, dando início à ditadura militar mais violenta da história argentina.

Estima-se que cerca de 30 mil pessoas tenham sido torturadas, exiladas e/ou mortas pelo terrorismo de Estado naquele país. Alinhados na perseguição e assassinato de opositores, o regime de Videla também tornou-se o principal parceiro do Brasil na chamada Operação Condor.

O trabalho de identificação das vítimas permanece até hoje. Em setembro do ano passado, a Equipe Argentina de Antropologia Forense, identificou as impressões digitais do brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Júnior, desaparecido há quase 50 anos. Após ser morto em Buenos Aires, ele foi enterrado como “não identificado”. Conhecido como Tenorinho, o pianista estava no país para acompanhar os artistas Toquinho e Vinícius de Moraes em um show quando sumiu, misteriosamente.

Os militares ficaram no poder até 1983 e, dois anos depois, em 1985, já sob um governo civil, pela primeira vez na América Latina, líderes militares foram levados a julgamento e condenados por crimes contra a humanidade. O general Jorge Rafael Videla e outro membro da Junta, Emilio Eduardo Massera, foram condenados à prisão perpétua.

Painel

Alfredo Culleton, nasceu em Buenos Aires, é Doutor em Filosofia, Professor Visitante no PPG Filosofia Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Pesquisador do CNPq. Atua na área de Filosofia com ênfase em Filosofia e Direito assim como na interfase Filosofia e Psicanálise. É Psicanalista, Membro da Escola de Estudos Psicanalíticos e Psicanálise.

Gustavo Veiga, nasceu em Buenos Aires, é jornalista. Estudou no Círculo de la Prensa, formou-se em Economia Social e realizou cursos de cinema e orientação. Escreve no diário Página 12 e no portal Derribando Muros. É professor da Universidade de Buenos Aires (UBA) e da Universidade Nacional de La Plata (UNLP). Em dezembro de 2024, ele recebeu o primeiro Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo no Brasil pelo trabalho “El asado de Olivos y las sobras de los diputados” sobre o governo de Javier Milei.

Imagem: MJDH