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FOICA alerta para possíveis mobilizações

Indústria frigorífica: a crise nas costas dos trabalhadores

Amalia Antúnez

22 | 9 | 2026

Nossa filiada, a Federação Operária da Indústria da Carne e Afins (FOICA), alerta que a crise do setor continua atingindo milhares de trabalhadores e suas famílias, enquanto as principais empresas frigoríficas mantêm expectativas de importantes lucros.

As plantas de capital brasileiro concentram boa parte da incerteza que atualmente atravessa uma das principais indústrias do Uruguai. Entre a Minerva Foods e a MBRF, elas concentram 40,5% do abate nacional, e suas decisões têm impacto direto sobre milhares de postos de trabalho e comunidades vinculadas à atividade frigorífica.

No Frigorífico Carrasco, de propriedade da brasileira Minerva Foods, cerca de 700 trabalhadores permanecem no seguro-desemprego desde novembro de 2025 e continuam sem renda desde julho, à espera de uma decisão que permita estender o subsídio.

A situação também atinge a BPU, outra unidade da Minerva, em Durazno, cujos trabalhadores foram mandados de férias coletivas obrigatórias.

Por sua vez, a MBRF (ex-Marfrig) colocou cerca de 1.300 trabalhadores do Frigorífico Tacuarembó no seguro-desemprego e antecipou as férias de outros 600 trabalhadores da La Caballada, em Salto.

Para a FOICA, esses casos mostram como o impacto da crise recai principalmente sobre os trabalhadores e suas famílias, mesmo quando se trata de empresas de enorme peso dentro da indústria frigorífica nacional.

Se não houver avanços, a FOICA adotará medidas sindicais surpresa e levará esta situação ao âmbito internacional, colocando a comunidade sindical em alerta por meio da Rel UITA.

Foto: FOICA