Com Gisele Adão
A diretora do Sintiacr e membro do Comitê Latino-americano da UITA, Gisele Adão, avaliou a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC que reduz a jornada de trabalho como uma das maiores conquistas da atual geração de trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
Amalia Antúnez
1 | 6 | 2026

Segundo ela, o resultado demonstra a força da organização coletiva e da união entre diferentes setores sociais, políticos e sindicais.
De acordo com Gisele, a conquista foi construída a partir da mobilização popular, do trabalho das entidades sindicais e da atuação de diversas frentes comprometidas com os direitos da classe trabalhadora.
“Essa conquista é uma das maiores da nossa geração para os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil inteiro. Ela mostra a força da luta coletiva, da luta política, da luta sindical e da força da população”, afirmou.
A dirigente sindical ressaltou ainda que a aprovação ocorreu mesmo em um cenário de minoria no Congresso, graças à pressão social e ao apoio construído junto à população e às organizações de trabalhadores.
“Conseguimos chegar a esse resultado sendo minoria no Congresso, mas com uma avalanche de forças e uma corrente de ajuda muito grande da população, das organizações sindicais e de cada pessoa que mostrou disposição para lutar”, destacou.
Gisele Adão também enfatizou o simbolismo político do fato de a luta ter sido iniciada pela deputada federal trans Erika Hilton, apontando que isso reforça o caráter plural e coletivo do movimento.
“Considero também muito importante que o início dessa luta tenha vindo de uma deputada federal trans. Isso mostra que a luta é coletiva e vale muito a pena. Foi uma luta de várias potências”, concluiu.
Apesar da comemoração pela aprovação, Gisele ressaltou que esta ainda é uma primeira vitória e que a mobilização precisa continuar até a votação no Senado.
“Essa é uma primeira vitória importante, mas a luta continua. Agora ainda falta a aprovação no Senado, e por isso precisamos manter a mobilização e a pressão popular”, afirmou.

