Porto Alegre será palco da estreia brasileira do documentário ‘O fotógrafo que escondeu e salvou a história’, obra que resgata a trajetória do fotojornalista Aurelio González, latino-americano e responsável por preservar milhares de registros da ditadura uruguaia.
Coletiva.net
26 | 8 | 2026

A exibição será realizada em 31 de agosto, às 19h, no CineBancários (Rua General Câmara, 424 – bairro Centro Histórico), com entrada franca. A sessão contará com a presença do próprio Aurelio González.
O lançamento é uma edição especial do Cine-Debate, promovida pelo Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), em parceria com o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Após a exibição, Aurelio participará de um debate com o público e receberá uma homenagem na semana em que se celebra o Dia do Repórter Fotográfico e do Repórter Cinematográfico, comemorado em 2 de setembro.
Produzido pelos gaúchos Itamar Aguiar, Marco Villalobos, Milton Cougo e Zé Carlos de Andrade, com colaboração da jornalista uruguaia Amalia Antúnez, o documentário estreou em julho, em Montevidéu.
“A trajetória de Aurelio González simboliza a força da imagem para preservar a memória e contar a história. É uma oportunidade de valorizar os repórteres fotográficos e cinematográficos e reafirmar a importância do jornalismo profissional”, destaca Rodrigo Ziebell, presidente da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Rio Grande do Sul (Arfoc-RS).
Para Laura Santos Rocha, presidenta do Sindjors, ter a oportunidade de apresentar esse projeto é fundamental para contribuir com a memória e o fortalecimento da democracia.
Além da participação no Cine-Debate, Aurelio González estará à disposição da imprensa em 1º de setembro, às 15h, na sede da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) (Avenida Borges de Medeiros, 915 – bairro Centro Histórico), para entrevistas e uma roda de conversa com jornalistas e interessados.
Sobre Aurelio González
Nascido no Marrocos, então sob domínio espanhol, Aurelio González escolheu o Uruguai como sua pátria do coração, onde chegou aos 21 anos.
Ao lado de outros repórteres fotográficos, documentou a escalada autoritária que culminou no golpe de Estado de 1973 e registrou a histórica greve geral de resistência ao regime militar. Ao longo da carreira, produziu cerca de 70 mil fotografias, um acervo que a ditadura tentou apagar.
Perseguido pelo regime, foi obrigado a viver nove anos no exílio. Antes de deixar o país, escondeu milhares de negativos para impedir que fossem destruídos. Com o retorno da democracia, recuperou esse patrimônio histórico, garantindo que imagens fundamentais para a memória coletiva do Uruguai e da América Latina sobrevivessem ao tempo e à repressão.

