13 | 2 | 2026

Ao companheiro Gerardo Iglesias
Secretário Regional da UITA
Ref.: Reforma trabalhista na Argentina
Tapejara, 12 de fevereiro de 2026
Querido companheiro,
Por teu intermédio, a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores da Alimentação estende nossa saudação sindical e militante à classe trabalhadora argentina e, em especial, às nossas irmãs filiadas à UITA.
A reforma trabalhista de Javier Milei não difere da reforma implementada no Brasil por Michel Temer e Jair Bolsonaro, que teve como slogan a ideia de uma suposta “modernização trabalhista”, provocando, na realidade, um retrocesso inédito na história operária de nosso país.
As consequências desse plano para os trabalhadores e trabalhadoras foram muito além das provocadas pela ditadura militar (1964-1985).
Por um lado, houve uma escandalosa perda de direitos e as condições de trabalho foram precarizadas ao máximo; hoje, no Brasil, trabalha-se mais e, em termos reais, ganha-se menos.
Por sua vez, a reforma atacou diretamente a atuação das organizações sindicais, limitando seu poder de negociação e de luta e asfixiando-as economicamente.
Em todos esses anos aprendemos que somente a articulação de forças políticas e sociais, somada à formação de amplas frentes, pode ser capaz de provocar uma mudança de rumo em favor do bem-estar do povo.
Saibam que, da mesma forma que participamos com entusiasmo da campanha da Rel UITA “A pátria não está à venda”, estamos agora dispostos a aprofundar ações contra o governo de Milei e seu carnavalesco grupo de mercenários que jogam em favor de poucos.
Um forte abraço,
Josimar Cecchin
Presidente CONTAC

