Em 2025, o governo federal resgatou 2.772 pessoas de condições análogas à escravidão no Brasil, um aumento de 26,8% em relação a 2024.


Em 2025, o governo federal resgatou 2.772 pessoas de condições análogas à escravidão no Brasil, um aumento de 26,8% em relação a 2024.

No último dia 30 de janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Massas, Biscoitos, Carnes, Avícolas e Alimentação de Ponta Grossa e Região, juntamente com a Federação dos Trabalhadores da Alimentação do Paraná, participou de uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho com o objetivo de destravar a negociação com a empresa MBRF.

Na manhã de segunda-feira, 26 de janeiro, foi realizada no escritório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em São Paulo, uma reunião que reuniu lideranças sindicais filiadas à Federação da Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP) e o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Após uma semana da assembleia que aprovou a greve, motivada pela falta de disposição da transnacional do setor de carnes JBS em firmar um acordo coletivo de trabalho compatível com as reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras, nesta segunda feira, dia 26, finalmente foi alcançado um acordo.

Sem avanços na negociação de um novo acordo coletivo desde outubro passado, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Massas, Biscoitos, Carnes, Avícolas e Alimentação de Ponta Grossa e Região, que representa os operários do frigorífico da transnacional MBRF nessa localidade, declarou-se em conflito em meados deste mês.

A transnacional da carne MBRF —resultado da fusão entre Marfrig e BRF— apresentou uma proposta de acordo coletivo que o Sindicato e os trabalhadores classificam como ridícula. A empresa se recusa a oferecer um aumento salarial real, limitando-se a um reajuste pela inflação e a um acréscimo insignificante no vale-alimentação.

As condições de trabalho e os salários, na maior produtora de proteína animal do mundo, são impostos à força, sem considerar as reivindicações de seus próprios operários, como se o diálogo social fosse um obstáculo e não uma obrigação.

A postura da empresa é abertamente intransigente. Na prática, a JBS não negocia: impõe.

A JBS afirma em seu site oficial que coloca as pessoas no centro do seu modelo de negócios. Promete respeito, diálogo e responsabilidade social.

No último sábado, dia 13, Jaqueline Leite, coordenadora do Comitê Latino-Americano de Mulheres da UITA (Clamu), participou, juntamente com representantes de nossas organizações filiadas no Brasil, de uma audiência pública em Londrina, Paraná, e posteriormente de uma reunião com Márcia Lopes, ministra da Mulher.