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BAT aprofunda o ajuste e os trabalhadores respondem com mobilização

O sindicato denuncia esvaziamento, demissões encobertas e uma ofensiva patronal que busca quebrar direitos históricos.

Nelson Godoy

5 | 10 | 2026

A tensão está no nível máximo entre a British American Tobacco (BAT, ex-Nobleza Piccardo) e os sindicatos do setor, que acusam a multinacional de executar um plano sistemático de esvaziamento, disfarçado de “reordenamento interno”, que, na prática, se traduz em demissões encobertas, congelamento salarial e uma redução ilegal do quadro de funcionários.

As organizações sindicais — o Sindicato dos Trabalhadores do Tabaco da Cidade de Buenos Aires e da Província de Buenos Aires, juntamente com nossa filiada, a Federação dos Trabalhadores do Tabaco — sustentam que a direção da BAT está conduzindo a empresa em direção a um cenário de precarização deliberada.

Diante desse quadro, as organizações do setor do tabaco declararam-se em estado de alerta e mobilização, advertindo, ainda, que não permitirão que a companhia avance com um ajuste que consideram “brutal, injustificado e orientado a disciplinar os trabalhadores”.

Nesse sentido, o secretário-geral da FTTRA, Salvador Basile, juntamente com a Comissão Diretiva, exige a revisão imediata da política de demissões, a atualização salarial e o cumprimento rigoroso dos percentuais do quadro de funcionários estabelecidos por lei.

“A Rel UITA acionará, desde já, um chamado às filiadas do setor fumageiro no Brasil, para que estejam atentas e prontas a oferecer a maior solidariedade de classe aos trabalhadores da BAT da Argentina”, informou Gerardo Iglesias, secretário regional da UITA.