Trabalhar seis dias seguidos e ter apenas um dia de descanso reduz o tempo disponível para recuperar o corpo e a mente, dormir adequadamente e cuidar da saúde.
CONTAC CUT
21 | 9 | 2026

A rotina de trabalho prolongada também pode afetar a saúde mental, especialmente quando o trabalhador e a trabalhadora não conseguem conciliar o descanso, a vida familiar, o lazer e outras atividades necessárias ao seu bem-estar.
Apesar dos impactos das jornadas prolongadas na saúde e na rotina de milhões de trabalhadores, o candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, vem se posicionando contra o fim da escala 6x1, que prevê dois dias de descanso por semana.
O candidato trabalhou nos bastidores do Senado Federal para travar a votação do fim da escala 6x1. A proposta de redução da jornada sem redução salarial e de mudança da escala 6x1 tem apoio de mais de 70% da população brasileira, segundo pesquisas citadas no debate sobre o tema.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 prevê a redução da jornada e está no centro da discussão no Congresso Nacional.
Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado em 2021, trabalhar 55 horas ou mais por semana esteve associado a um risco 35% maior de acidente vascular cerebral (AVC) e a um risco 17% maior de morte por doença cardíaca isquêmica, em comparação com jornadas de 35 a 40 horas semanais.
Na escala 6x1, o único dia de folga precisa ser dividido entre descanso e uma série de tarefas que não podem ser realizadas durante os dias de trabalho.
Consultas médicas, exercícios físicos, cuidados pessoais e atividades domésticas disputam espaço com o tempo necessário para simplesmente descansar.
Com dois dias de folga, a organização da semana pode ser diferente. A proposta permite que o trabalhador tenha um período maior entre as jornadas e possa distribuir melhor as tarefas, o descanso e os cuidados pessoais.

