Gerardo Iglesias
4 | 8 | 2026

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP) destacou a mobilização das centrais sindicais brasileiras em defesa da produção nacional, dos empregos e da indústria diante dos impactos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Em nota, o presidente da entidade, Melquiades de Araujo, parabenizou a Força Sindical pela articulação realizada junto ao governo federal. Representando as entidades filiadas à central, o presidente Miguel Torres e o vice-presidente Serginho participaram de uma reunião com o ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, para discutir medidas de proteção ao emprego, à indústria nacional e aos trabalhadores afetados pelas novas barreiras comerciais.
A FETIASP também reconheceu a atuação conjunta das demais centrais sindicais ─CUT, UGT, CTB, NCST e CSB─, ressaltando que a unidade do movimento sindical fortalece a defesa da soberania produtiva, da renda dos trabalhadores e do desenvolvimento econômico do país.
Segundo a Federação, o momento exige diálogo social, fortalecimento da negociação coletiva e políticas públicas capazes de enfrentar a desindustrialização, ampliar a capacidade produtiva nacional e preservar empregos de qualidade.
Documento conjunto
Ao final da reunião com o Ministério da Indústria, as centrais sindicais entregaram um documento conjunto com propostas para reduzir os efeitos das medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos e fortalecer a economia brasileira.
Entre as principais reivindicações estão:
• estimular a produção nacional por meio das compras públicas e da política de conteúdo local;
• fortalecer o investimento público em infraestrutura social e produtiva, incluindo transporte,
energia, habitação, saúde e educação;
• ampliar o papel do BNDES e dos bancos públicos como indutores do investimento produtivo;
• revisar a Lei de Patentes para combater abusos de propriedade intelectual que dificultam a
produção nacional;
• garantir a proteção dos empregos como condição para acesso aos programas de enfrentamento
dos impactos das medidas protecionistas, com fundos de compensação e programas de
transição para trabalhadores afetados pelo comércio internacional;
• fortalecer a organização sindical para assegurar a negociação coletiva nos setores atingidos pela
concorrência externa;
• estabelecer estratégias para ampliar mercados e consolidar novas cooperações econômicas;
• revisar acordos internacionais que fragilizem a indústria nacional e os direitos dos trabalhadores;
• fortalecer o Mercosul como instrumento de integração econômica e desenvolvimento regional.
Defesa da produção e do emprego
Ao comentar a iniciativa das centrais sindicais, o presidente da FETIASP reafirmou a importância da unidade do movimento sindical diante do atual cenário internacional.
“Parabenizo a Força Sindical, na pessoa do presidente Miguel Torres, e todas as centrais sindicais pela unidade, maturidade e firmeza na defesa da produção nacional, dos empregos e da soberania do Brasil. Em momentos de crise, a união do movimento sindical é essencial para proteger os trabalhadores e fortalecer a soberania da nossa nação”.

