Clamu participa de reunião com a ministra da Mulher
No último sábado, dia 13, Jaqueline Leite, coordenadora do Comitê Latino-Americano de Mulheres da UITA (Clamu), participou, juntamente com representantes de nossas organizações filiadas no Brasil, de uma audiência pública em Londrina, Paraná, e posteriormente de uma reunião com Márcia Lopes, ministra da Mulher.
Amalia Antúnez
17 | 12 | 2025

O objetivo do encontro foi promover a criação de uma mesa permanente de diálogo para atender à situação de saúde e segurança das trabalhadoras da indústria frigorífica, com ênfase nas gestantes.
No Brasil, as estatísticas mostram que as trabalhadoras grávidas que atuam em frigoríficos têm de duas a três vezes mais probabilidades de apresentar problemas durante a gestação, desde sangramentos até abortos, em comparação com a média das trabalhadoras grávidas de outros setores.
“A audiência pública foi solicitada pela deputada federal Lenir de Assis para abordar os diferentes tipos de violência sofrida pelas mulheres, com o objetivo de delinear estratégias e políticas públicas para a prevenção e o enfrentamento dessa problemática”, explicou Jaqueline.
Em outra instância, a representante do Clamu – Rel UITA, juntamente com dirigentes das Confederações da Alimentação do Brasil, filiadas à Regional (CONTAC e CNTA), apresentou uma proposta à ministra para dar continuidade ao trabalho que vêm realizando com trabalhadoras grávidas.
“A ideia é promover uma mesa nacional de negociação das condições de trabalho para as gestantes e, embora esse projeto esteja limitado ao Brasil, a ministra, uma mulher de grande sensibilidade e sororidade, demonstrou interesse em estendê-lo à América Latina”, destacou a representante do Clamu.
Nesse sentido, a ministra ressaltou a possibilidade de realizar uma futura reunião com a Comissão de Gênero do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil para apresentar a agenda do movimento sindical sobre as trabalhadoras grávidas dos frigoríficos.
“A saúde e a segurança das trabalhadoras na América Latina é um tema que sempre nos mobilizou e, no Brasil, mais de 50% da mão de obra nos frigoríficos é feminina, o que torna necessária a nossa participação nesses espaços”, enfatizou.
Ela também lembrou que o Brasil não ratificou a Convenção 190 da OIT sobre violência e assédio no mundo do trabalho e que o contato, tanto com a deputada Lenir de Assis quanto com a ministra Márcia Lopes, será fundamental para impulsionar sua ratificação a partir do movimento sindical, especialmente das mulheres trabalhadoras.

