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“O engenho propõe um reajuste de 6,5 por cento –continuou– o que representa quase dois pontos abaixo do índice de inflação do período. Para piorar, querem aplicar este reajuste retroativo a julho, sendo que a vigência do contrato anterior é maio”, denunciou.
A empresa apresentou três alternativas que foram rejeitadas até o momento, informou Bueno Junior, e acrescentou “aguardaremos uma nova rodada de negociações para ver qual será a nova oferta da Usina Iracema”.
“Se não melhorar a sua proposta inicial e não atingirmos um aumento real, que supere o reajuste inflacionário, faremos uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho, por entendermos que esta postura é uma afronta aos direitos mais básicos dos trabalhadores, sendo também um desrespeito total à organização sindical”.
Para o presidente do STIAL, tanto este grupo como outros grandes conglomerados econômicos do Brasil vêm se escudando na crise financeira pela qual atravessa o país para lucrar à custa dos trabalhadores.
“Pontualmente, esta empresa obteve lucros incomensuráveis na safra passada e, portanto, não é por uma razão financeira que não querem oferecer uma melhoria salarial. Realmente acreditamos que estão atuando de má fé”, destacou.
O engenho, localizado no município de Iracemápolis, a 20 quilômetros de Limeira, processa cerca de três milhões de toneladas de matéria prima por safra, e a cana de açúcar é cultivada em aproximadamente 30 mil hectares de terras próprias ou arrendadas pelo grupo, segundo dados da própria empresa.
Além da usina Iracema, o Grupo São Martinho possui, somente em São Paulo, outros três engenhos.
Tradução: Luciana Gaffrée