
O anúncio recente do Ministério da Agricultura sobre a abertura, após 15 anos, do mercado da carne in natura para os Estados Unidos trouxe otimismo ao setor da alimentação.
O Rio Grande do Sul está entre os 13 estados, além do Distrito Federal, que serão contemplados pela medida. A preocupação das entidades ligadas aos trabalhadores do setor é que o aumento do lucro das empresas, futuramente, traga benefícios também à categoria.
A previsão do governo federal é de que, em cinco anos, a exportação deste produto atinja 100 mil toneladas para o país norte-americano. Como presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande Sul reforço a necessidade de a abertura trazer melhorias para todos.
Os Estados Unidos são um dos países com mais exigências sanitárias, por isso a liberação para a carne brasileira in natura também deverá abrir portas para outros mercados, devido à influência dos norte-americanos.
Esperamos que isso traga benefícios para toda a cadeira produtiva, que vai do produtor, passando pelo trabalhador até chegar ao consumidor.
Mesmo com a crise em alguns setores da economia brasileira, o da alimentação em geral, principalmente os de frigoríficos, não é afetado. As empresas exportadoras obtiveram mais lucros com a desvalorização do real frente ao dólar e com o fim de embargos.
Além disso, os empresários do setor recebem estímulos da União, pois as indústrias têm auxílio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O governo é muito generoso com os empresários, muito mais do que têm sido com os trabalhadores, que tiveram direitos reduzidos.
A nossa expectativa é que as empresas beneficiadas pela abertura do mercado dos Estados Unidos tenham o compromisso de realizar contrapartidas, como o aumento de emprego e melhores salários, para que, assim, os trabalhadores do ramo também possam obter vantagens com a medida.

