20140616-frigorificos-header

    • Versão Português

Tue03022026

actualizado al04:35:02 PM GMT

Back sectores Frigoríficos Contrapartida social
Contrapartida social
Em Porto Alegre, Valdemir Corrêa
Brasil
FRIGORÍFICOS
Contrapartida social
20150716-Valdemir-Correa610
Foto: Valdemir Corrêa
Exportação de carne para os Estados Unidos precisa beneficiar também trabalhadores, alerta a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande Sul (FTIA/RS)
A reivindicação é que aumento no lucro das indústrias traga vantagens a toda a cadeia produtiva.

O anúncio recente do Ministério da Agricultura sobre a abertura, após 15 anos, do mercado da carne in natura para os Estados Unidos trouxe otimismo ao setor da alimentação.

O Rio Grande do Sul está entre os 13 estados, além do Distrito Federal, que serão contemplados pela medida. A preocupação das entidades ligadas aos trabalhadores do setor é que o aumento do lucro das empresas, futuramente, traga benefícios também à categoria.

A previsão do governo federal é de que, em cinco anos, a exportação deste produto atinja 100 mil toneladas para o país norte-americano. Como presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação do Rio Grande Sul reforço a necessidade de a abertura trazer melhorias para todos.

Os Estados Unidos são um dos países com mais exigências sanitárias, por isso a liberação para a carne brasileira in natura também deverá abrir portas para outros mercados, devido à influência dos norte-americanos.

Esperamos que isso traga benefícios para toda a cadeira produtiva, que vai do produtor, passando pelo trabalhador até chegar ao consumidor.

Mesmo com a crise em alguns setores da economia brasileira, o da alimentação em geral, principalmente os de frigoríficos, não é afetado. As empresas exportadoras obtiveram mais lucros com a desvalorização do real frente ao dólar e com o fim de embargos.

Além disso, os empresários do setor recebem estímulos da União, pois as indústrias têm auxílio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O governo é muito generoso com os empresários, muito mais do que têm sido com os trabalhadores, que tiveram direitos reduzidos.

A nossa expectativa é que as empresas beneficiadas pela abertura do mercado dos Estados Unidos tenham o compromisso de realizar contrapartidas, como o aumento de emprego e melhores salários, para que, assim, os trabalhadores do ramo também possam obter vantagens com a medida.

Rel-UITA
16 de julho de 2015