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Carta da CNTA as Federações e Sindicatos da Alimentação
Em Limeira, Artur Bueno de Camargo
Brasil
CITROSUCO
Trabalhadores da Citrosuco vencem empresa na Justiça 
Carta da CNTA as Federações e Sindicatos da Alimentação

Conforme é do conhecimento de todos, no dia 06 de maio de 2013, a empresa Citrosuco S/A Agroindústria, unidade de Limeira – SP demitiu 100 trabalhadores, sem prévia negociação com o Sindicato.

Inconformado com o procedimento da empresa, o Sindicato convocou os trabalhadores demitidos e abriu uma discussão sobre a falta de responsabilidade social, por parte da empresa, embora ela tivesse pagado uma gratificação no valor entre 1 a 4 salários mínimos, a cada trabalhador demitido, além das verbas rescisórias.
 
Os trabalhadores decidiram que o Sindicato deveria buscar todas as alternativas legais para fazer com que a empresa arcasse com sua responsabilidade social, além de exigirem respeito a eles e à sua entidade representativa.
 
Desta forma, o Sindicato envolveu todas as forças políticas, jurídicas e sindicais movendo uma ação de reintegração dos trabalhadores demitidos, envolvendo o Ministério Público do Trabalho (MPT).
 
Num primeiro momento, a Vara do Trabalho de Limeira não decidiu pela reintegração, mas, o Sindicato recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e o desembargador acatou o pedido liminar, mandando reintegrar os trabalhadores, sob pena de multa.
 
A empresa conseguiu cassar, parcialmente, suspendendo a reintegração.
Entretanto, foi mantido o plano de saúde, gratuito, aos trabalhadores e seus familiares, conforme encaminhamento feito em 23 de maio de 2013.
 
Em audiência realizada em 23 de agosto de 2013, os trabalhadores aprovaram uma proposta resultante de 3 horas de negociações entre a Juíza, o Procurador do MPT e o presidente do Sindicato.
 
Assim, a empresa ficou obrigada a pagar R$ 4.000,00 (quatro mil reais), para cada trabalhador demitido, garantir a manutenção do plano de saúde gratuito aos trabalhadores e seus familiares além de dar prioridade a estes trabalhadores, na recontratação.
 
Neste caso específico houve compensação econômica e social mas, o mais importante, foi a disposição e a consciência do trabalhador de decidir ir para a luta.

 

CNTA
3 de setiembre de 2013