SINDICATOS

Assassinado casal de agricultores em Mato Grosso

Até quando?

Eles foram encontrados mortos na propriedade do casal, localizada na região de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, vítimas de vários disparos de arma de fogo.

Terezinha foi secretária de mulheres da FETAGRI-MT entre 2003 e 2006, representando a entidade nos diversos conselhos estaduais, além de representar Mato Grosso em eventos nacionais e internacionais. 

Atuava intensamente no fortalecimento da agricultura familiar e na defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras rurais. Foi também suplente da diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG).

A companheira de luta também foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Nossa Senhora do Livramento, vereadora e candidata a vice-prefeita pelo município. 

Atualmente era presidente da União Nacional das Cooperativas de agricultura familiar e Economia Solidária em MT (Unicafes), conselheira ativa do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável vinculado a Seaf e feirante na Central de Comercialização da Agricultura Familiar José Carlos Guimarães.

FETAGRI-MT lamenta profundamente a perda do casal de agricultores familiares e presta solidariedade à família, aos amigos e aos seus companheiros de luta.

CONTAG espera justiça!
CONTAG espera que a justiça seja feita e que esse não seja mais um crime contra os trabalhadores e trabalhadoras rurais que caia no esquecimento. 

«Estamos tomando as providências cabíveis para que as mortes da companheira Terezinha Rios Pedrosa, e do seu esposo, Aloísio da Silva Lara, não caiam no esquecimento do governo, da Justiça e da sociedade, como vem acontecendo em muitos casos, em que as vítimas são trabalhadores(as) rurais. 

Estamos vivendo um ano de terror no meio rural. E nós que fazemos o Movimento Sindical, ficamos a perguntar: até quando mortes como a da companheira Terezinha e de seu esposo Aloísio, dos 9 trabalhadores(as) de Colniza-MT, dos 10 de Pau D’Arco-PA, dos 6 trabalhadores(as) no sul da Bahia, dos índios Gamelas, em Viana-MA, entre tantas outras terão que acontecer para que o atual governo brasileiro olhe para a sangria que está acontecendo do meio rural?.

Até quando?», questiona indignado, o secretário e Política Agrária da CONTAGElias D’Ângelo Borges.

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