É notável destacar que o trabalhador José Catalão, que exercia sua função de garçom há oito anos no Palácio do Planalto, era querido por todos e não era filiado a nenhum partido, como alegou o Governo Interino de Michel Temer ao demiti-lo por ser “considerado petista”.
Para a Confederação, as motivações da demissão do garçom vão além de motivações políticas, uma vez que o trabalhador era negro.
A Contracs ressalta os notáveis retrocessos já provocados pelo Governo Interino de Michel Temer como a extinção da Secretaria Especial de Políticas de Promoção para Igualdade Racial e da Secretaria Especial de Direitos Humanos assim como a Secretaria de Políticas para as Mulheres e a Secretaria da Juventude.
Dados do Censo de 2000 e 2010 mostram, por exemplo, o aumento da população negra no mercado de trabalho. Em 2000, segundo o IBGE, a população negra (pretos e pardos) representavam 44% da população economicamente ativa e, em 2010, eram 49%.
Tais políticas de promoção da igualdade racial tem sido fortemente atacada pela elite, que estão incomodadas com o convívio com negros e negras no mercado de trabalho, nas universidades, lojas, aeroportos e shoppings e, por isso, precisam golpear os direitos e retroagir nas conquistas sociais dos últimos anos.
Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviço da CUT, tais retrocessos representam mais um golpe às conquistas dos últimos 15 anos e não iremos nos calar diante de tais fatos.
Não reconhecemos o Governo Interino de Michel Temer! Não aprovamos medidas de retrocesso aos direitos conquistados bem como a retirada e diminuição de políticas públicas conquistas nos últimos anos.
Queremos igualdade! Em nome de José Catalão, o garçom demitido, pedimos justiça e clamamos por igualdade de direitos.
Direção – Contracs/CUT