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“Se o trabalhador não for valorizado, os empresários vão fal...
Brasil
HRCT
“Se o trabalhador não for valorizado, os empresários vão falir”
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Foto: Gerardo Iglesias
A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, debateu na última quarta-feira (7) a modalidade de trabalho intermitente. No debate, proposto pelo deputado Herculano Passos (PSD-SP), deputados e representantes dos empresários, mais uma vez, defenderam a flexibilização dos direitos trabalhistas por meio da proposta.
Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade – CONTRATUH, Moacyr Roberto TeschAuersvald, que se posicionou contrário ao projeto, a modalidade é desnecessária, pois já existe na legislação brasileira alternativas para os contratos temporários.

Moacyr questionou a ausência do convite para as centrais sindicais participarem da audiência.

“Nesta mesa só tem representantes dos empresários. Nós da CONTRATUH tomamos a iniciativa e pedimos a palavra. Mas por que as centrais sindicais não foram chamadas para debater esse assunto que envolve diretamente o empregado?”, destacou.

Ele levantou ainda a situação que os trabalhadores do Rock in Rio foram encontrados, dormindo em um depósito, em cima de papelões, com roupa de cama particular e em meio a materiais de limpeza.

“Por que os empresários não falam sobre a qualificação da mão de obra e a melhoria das condições de trabalho dos funcionários? Se vocês não valorizarem os trabalhadores vocês vão a falência. O trabalhador é o maior patrimônio de uma empresa”, ressaltou.

Sobre o argumento da autonomia da vontade, levantado pelo relator do projeto, deputado Silvio Costa (PSC-PE), que defendeu uma relação trabalhista onde as partes selam o acordo da melhor maneira para os dois lados, Moacyr questionou ainda: “Autonomia da vontade de quem? Do Trabalhador? Será que nós realmente seremos ouvidos?”, ressaltou.

De acordo com o texto da proposta, o trabalho intermitente é aquele que permite a contratação do trabalhador por hora móvel e não fixa como os demais profissionais.

 

Rel-UITA
9 de outubro de 2015
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