
Moacyr questionou a ausência do convite para as centrais sindicais participarem da audiência.
“Nesta mesa só tem representantes dos empresários. Nós da CONTRATUH tomamos a iniciativa e pedimos a palavra. Mas por que as centrais sindicais não foram chamadas para debater esse assunto que envolve diretamente o empregado?”, destacou.
Ele levantou ainda a situação que os trabalhadores do Rock in Rio foram encontrados, dormindo em um depósito, em cima de papelões, com roupa de cama particular e em meio a materiais de limpeza.
“Por que os empresários não falam sobre a qualificação da mão de obra e a melhoria das condições de trabalho dos funcionários? Se vocês não valorizarem os trabalhadores vocês vão a falência. O trabalhador é o maior patrimônio de uma empresa”, ressaltou.
Sobre o argumento da autonomia da vontade, levantado pelo relator do projeto, deputado Silvio Costa (PSC-PE), que defendeu uma relação trabalhista onde as partes selam o acordo da melhor maneira para os dois lados, Moacyr questionou ainda: “Autonomia da vontade de quem? Do Trabalhador? Será que nós realmente seremos ouvidos?”, ressaltou.
De acordo com o texto da proposta, o trabalho intermitente é aquele que permite a contratação do trabalhador por hora móvel e não fixa como os demais profissionais.

