de Segurança e Saúde no Trabalho

Mais de duas mil pessoas seguiram em passeata pelas ruas de Chapecó, pedindo mais respeito à saúde e a vida dos trabalhadores, e exigindo melhores condições de trabalho.
Outro tema constante foi o repúdio ao projeto lei da terceirização (PL 4330).
O presidente do Sindicato da Alimentação de Forquilhina, Célio Elias que também é o secretário de saúde da Contac, representou o movimento da alimentação no ato, e deixou seu recado: “nós não podemos mais tolerar que as pessoas morram de acidente de trabalho, que são totalmente evitáveis”.
Além da manifestação de vários dirigentes sindicais, o desembargador Amarildo Carlos de Lima do TRT de Santa Catarina, assinalou que “não podemos falar que muitos acidentes de trabalho ocorrem por acaso, mas por descaso!”.
O Sindicato dos Trabalhadores da Carne de Chapecó (Sitracarnes), por sua parte, entregou ao desembargador, que é juiz de 2º grau, uma ação coletiva pedindo que a justiça determine que a empresa BRF de Chapecó cumpra a obrigação de abrir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) nos casos de doenças e acidentes ocupacionais, pagando assim o tratamento médico (medicação e fisioterapia) para os lesionados.
Finalmente, o presidente da Contac, Siderlei de Oliveira, foi claro: “com a diminuição do desemprego no Brasil, as pessoas estão buscando um trabalho melhor, e se a agroindústria não aceitar negociar melhorias, vai ficar sem mão de obra para trabalhar.
E quando falamos em melhorar, não estamos só falando de salário, mas também, de mais saúde!”, concluiu.


