da McDonald’s

-Os problemas com a transnacional são permanentes porque ela está constantemente desrespeitando os direitos dos trabalhadores, bem como a nossa legislação trabalhista.
Há mais de 10 anos, nós enfrentamos as irregularidades cometidas pela Arcos Dorados, franquia da transnacional no Brasil, principalmente no que se refere à exploração dos trabalhadores, traduzida em míseros salários; à imposição da denominada jornada móvel, ou seja, o funcionário fica à disposição da empresa o dia inteiro, porém só recebe pelas horas efetivamente trabalhadas no local; à péssima alimentação oferecida pela cadeia de comida rápida, entre outras anomalias.
Devido a tudo isto, o Sinthoresp, a Contratuh e a Rel-UITA acompanharam com entusiasmo a Jornada de Ação Global contra a McDonad´s, realizada no dia 15 de abril próximo passado.
-Devemos destacar a valiosa e decisiva intervenção do Ministério Público nesta luta por trabalho decente no McDonald´s...
-Sim, claro. O Ministério Público do Trabalho tem sido um grande instrumento para o movimento sindical na luta por melhorar as condições de trabalho dos trabalhadores, seu papel institucional é fundamental para a conquista das mudanças que desejamos.
-Mas, houve alguns avanços com relação às condições de trabalho?
-Conseguimos avançar no que se refere à alimentação dos trabalhadores, pois agora já podem levar os seus próprios alimentos, só que ainda temos muito que conquistar.
O problema é que, para podermos melhorar as condições de trabalho nos restaurantes da cadeia de comidas rápidas, chocamos com a intransigência da empresa.

