
Para Melquiades Araujo, presidente da Federação que esteve em Marília conduzindo a assembleia "é sempre um prazer estar em Marília fazendo assembleia com os trabalhadores da Nestlé. Aqui todos reagem de acordo com o encaminhamento feito pelo sindicato. Nas assembleias nós buscamos sentir a pressão dos trabalhadores e levar isso para a mesa de negociação”.
Frisando que os trabalhadores de Marília não deixam nada a desejar e que são exemplos na hora da campanha salarial, Araujo como representante dos trabalhadores desse setor na América Latina, lembrou que faz questão de estar presente em todas as assembleias e a exemplo dos anos anteriores, espera que no final seja fechado um acordo que venha de encontro com as necessidades dos trabalhadores, concluiu o presidente da Federação.
Já Wilson VidotoManzon, presidente do STIAM, afirmou que apesar da crise a nível nacional, não podemos deixar se envolver e temos que lutar sim por melhores condições de trabalho e remuneração digna aos trabalhadores da Nestlé.
"Não criamos a crise e portanto não temos que pagar por ela", disse. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelo setor empresarial, mas não podemos deixar de brigar por nossos direitos.
"Este ano queremos a reposição da inflação do período que deve atingir a casa dos 10%, mais 3% de aumento real, piso salarial de R$ 1600,00, manutenção do adicional de antiguidade, bonificação na compra de medicamentos, vale refeição de R$ 650,00, Participação nos Lucros e Resultados de R$ 5.500,00, mais um salário nominal", para cada trabalhador.
Além da assembleia realizada nesta quinta-feira em Marília, estão programadas assembleias no dia 15 de outubro, na fábrica de São José do Rio Pardo, dia 20 de outubro na fábrica de Araras, dia 21 de outubro, na fabrica de Caçapava e encerrando as assembleias no dia 26 de outubro na fábrica de Araçatuba.

