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Grilagem de terras causa mais mortes
Martha Nuñez Castro
Equador
VIOLÊNCIA NO CAMPO
Assassinaram dirigentes rurais
Grilagem de terras causa mais mortes
Em 10 de novembro, matadores a serviço dos grandes latifundiários voltaram a manchar de sangue o solo equatoriano.  A Federação Nacional dos Trabalhadores Agroindustriais, Camponeses e Indígenas Livres do Equador (FENACLE), a Coordenação Nacional Camponesa Eloy Alfaro (CNC-EA) e a Federação de Organizações Camponesas do Litoral (FOCAL) exigem uma exaustiva investigação e uma dura punição aos autores materiais e intelectuais dos assassinatos.
Carlos Ramos estava em um processo de luta para que fosse entregue à sua organização um terreno em Zafando e de trabalho  pela soberania alimentar através de um programa promovido pelo governo nacional denominado Plano Terras.
 
No dia 10 de novembro, Ramos juntamente com sua esposa Patrícia Pinargote e com Patrícia Burgos foram até o terreno para uma reunião.
 
“Ao chegar, foram recebidos por uma emboscada de cinco homens armados que, sem qualquer conversa, começaram a disparar.
 
Carlos Ramos e Patricia Burgos morreram imediatamente. Patricia Pinargote ficou gravemente ferida e perdeu a vista”, relatou Ángel Rivero, presidente da FENACLE.
 
“Nós das organizações sociais –afirmou–  rejeitamos energicamente esta terrível acontecimento e exigimos uma exaustiva investigação até chegarmos aos autores, cúmplices e acobertadores que, sem dúvida, têm a ver com o tráfico de terras”, enfatizou Rivero.
 
O presidente da CNC-EA, Romelio Gualan, manifestou que continuarão com a luta de maneira unida em prol da reforma agrária e visando a melhorar as condições de vida dos camponeses no Equador, já que estes atentados não os amedrontarão.
 
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 Foto: Martha Nuñez Castro
 
Rel-UITA
18 de novembro de 2013
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