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Em cinco situações, a adequação deverá ocorrer em até cinco dias. Para 19 itens, o prazo é de 30 dias. E outras 14 situações terão que ser ajustadas em 60 dias.
Houve ainda a recomendação para que seja paralisada a atividade ou máquina que apresentar risco grave e iminente de acidente de trabalho ou adoecimento, para viabilizar a correção.
Em caso de descumprimento, a Cotrigo poderá ser responsabilizada civil e criminalmente. O MPT determinou também que a empresa envie relatórios mensais sobre as adequações e compareça à audiência administrativa em setembro.
O secretário-geral da FTIA/RS, Dori Nei Scortegagna, que presenciou a fiscalização, avaliou como preocupante o ambiente no local: «A falta total de investimentos na planta escancara a situação grave a que estão expostos os trabalhadores, seja na questão de segurança ou condições ergonômicas. Falta gestão na segurança e saúde, pois a adoção de medidas simples já seria muito importante para os funcionários».
A indústria de suínos, que conta com 547 trabalhadores, direciona sua produção para a Pamplona Alimentos S. A., de Rio do Sul (SC).
Esta é a 33ª vistoria realizada pela força-tarefa do MPT, que investiga meio ambiente do trabalho em frigoríficos desde janeiro de 2014.
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