Daniel Gatti

Daniel Gatti

Daniel Gatti (Uruguay) - dgatti@real-uita.org

Tudo tem seu princípio e seus princípios

A Monsanto pode viver noites escuras. Só nos Estados Unidos deverá enfrentar mais de 8.500 processos em razão das graves consequências para a saúde humana, vítima do uso de dois de seus produtos “estrela”, o Roundup e o RangerPro. A empresa, entretanto, continua insistindo que seus agrotóxicos são inócuos.

Os mortos que vos matais

Dez dias atrás, morreu Fabián Tomasi. Tinha 53 anos e pesava 30 e poucos quilos. Morreu por estar exposto a diversos agrotóxicos, entre eles o glifosato, com o qual pulverizou plantações durante anos, sem usar de nenhum tipo de proteção.

Os demônios andam soltos

A América Latina é, há vários anos, a região mais letal do mundo para os dirigentes sindicais e ativistas em geral. Todas as estatísticas demonstram isto, além de revelarem que em sua imensa maioria, os casos de assassinatos ou de ataques ficam impunes.

Epidemia de assassinatos no campo brasileiro

O Brasil há anos é um país tóxico para as lideranças camponesas que lutam pela terra. Na semana passada, Márcio Matos Oliveira, um dos dirigentes nacionais do Movimento Sem Terra (MST) e integrante do PT, foi assassinado na propriedade rural em que ele morava, na cidade de Iramaia, sudoeste da Bahia, por “desconhecidos” diante de seu filho de seis anos.

Até quando?

O Brasil já começa o ano com mais um assassinato no campo, esta vez mataram um lutador social: Valdemir Resplandes, defensor dos direitos humanos e militante a favor da reforma agrária.

“Nem a ditadura militar teve a ousadia de fazer tamanha maldade”

Nunca houve uma situação semelhante a esta, de tamanha destruição dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, nem sequer na época da ditadura, assim afirmou o senador Paulo Paim, durante uma sessão da comissão de direitos humanos da Câmara em debate prévio à duríssima reforma trabalhista já sancionada pelo presidente Michel Temer

O Brasil é a ponta do iceberg neoliberal

O Brasil, país onde começou nesta segunda, 10 de julho, a 39 reunião do Comitê Executivo Latino-Americano da UITA, é um laboratório do preocupante porvir da América Latina: o “desmonte” das conquistas do movimento operário por parte das forças conservadoras