Honduras | SOCIEDADE | DH

Com Carlos H Reyes

“A Rel UITA chega ao país
em um momento histórico”

Carlos H Reyes, histórico dirigente sindical e ex-presidente de nossa organização afiliada, o Sindicato de Trabalhadores da Indústria das Bebidas e Similares (Stibys), conversou com a Rel sobre o papel desempenhado pela UITA e sua Regional Latino-americana durante os doze anos de resistência e luta do povo hondurenho após o golpe cívico-militar de 2009.

Giorgio Trucchi | Rel UITA


Foto: Giorgio Trucchi (arquivo)

“É de conhecimento de grande parte dos hondurenhos e hondurenhas, e dos cidadãos latino-americanos que a UITA foi a primeira organização internacional que chegou ao país depois do golpe de Estado.

Na verdade, a UITA acompanhou todo o processo de resistência que ocorreu até a volta do presidente Manuel Zelaya, bem como o que veio depois com a luta pelo restabelecimento da institucionalidade e da democracia no país”, explicou Reyes.

O histórico dirigente sindical e membro da Convergência contra o Continuísmo, lembrou a importância de ser uma organização operária, para dar conteúdo de classe a toda a atividade de resistência desenvolvida ao longo desses anos.

“A isso devemos somar o trabalho realizado para romper o cerco midiático, divulgando além de nossas fronteiras o que realmente estava acontecendo no país.

A UITA manteve permanentemente uma equipe jornalística acompanhando o processo de resistência nas ruas e junto com o povo. O próprio Secretário Regional Gerardo Iglesias liderou várias missões e esteve conosco nas ruas.

Tudo foi muito valioso e faz parte da história desse processo de luta travado pelo povo hondurenho», afirmou veementemente Reyes.

A Rel UITA foi formalmente convidada pelas novas autoridades para estar na posse da presidenta eleita Xiomara Castro, em 27 de janeiro.

Gerardo chega em um momento que pensávamos seria de festa e comemoração, mas será um momento muito difícil, devido ao que aconteceu nos últimos dias no Congresso.

Um momento –concluiu Reyes– que será definido pela mobilização popular, porque o povo não aguenta mais”.