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A prepotência e a impunidade das transnacionais

Fernando Martín Páez, secretário geral do Sindicato de Trabalhadores da Industria da Alimentação (STIA) de Villa Nueva, província de Córdoba, onde está localizada uma das maiores fábricas da Nestlé na Argentina, denunciou a difícil situação vivida pelos trabalhadores e trabalhadoras dessa unidade.

-O que está acontecendo na unidade de Villa Nueva?
-A nova gerência e o setor de recursos humanos da empresa estão levando a cabo demissões sistemáticas.
Já fizemos a denúncia para a Secretaria do Trabalho e, na sexta-feira, 15 de dezembro, tivemos nossa audiência com eles.

Como todas as empresas transnacionais, a Nestlé não tem constrangimentos na hora de demitir gente. Já demitiram uns 30 companheiros em três anos e estão aplicando uma política de flexibilização trabalhista como a incentivada pelo governo.

Aliás, os companheiros foram demitidos, mas ninguém foi contratado no lugar deles, sobrecarregando de tarefas os trabalhadores e as trabalhadoras que ficaram, como já acontece no Chile e no Brasil. Dessa maneira, aumentarão as doenças por excesso de trabalho e pelo estresse de ser demitido.

-Há algum tipo de diálogo com a empresa?
-Havia, mas com toda essa situação, a comunicação foi cortada.

-Vocês sabem que a UITA está apoiando sua luta…
-Claro! O que é muito importante! Queremos agradecer por tudo o que a UITA está fazendo por nós, por todo o esforço e desempenho colocado para sairmos vitoriosos, sempre lutando para proteger os postos de trabalho.